
Endereço IP
Na Internet, os computadores comunicam entre eles graças ao protocolo IP (Internet protocol), que utiliza endereços numéricos, chamados endereços IP, compostos por 4 números inteiros (4 bytes) entre 0 e 255 e notados sob a forma xxx.xxx.xxx.xxx. Por exemplo, 194.153.205.26 é um endereço IP com forma técnica.
Estes endereços servem para os computadores da rede para comunicarem entre eles, assim cada computador de uma rede possui um endereço IP único nessa rede. É o ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, substituindo o IANA, Internet Assigned Numbers Agency, desde 1998) que está encarregado de atribuir endereços IP públicos, isto é, os endereços IP dos computadores directamente ligados à rede pública de Internet.
- Decodificar um endereço IP
Um endereço IP é um endereço 32 bits, geralmente notado sob a forma de 4 números inteiros separados por pontos. Distinguem-se, com efeito, duas partes no endereço IP : uma parte dos números à esquerda designa a rede e chama-se ID de rede (em inglês netID),Os números à direita designam os computadores desta rede e chamam-se ID de hóspede (em inglês host-ID).
- Repare no exemplo abaixo:
exemple de rede
Tomemos a rede de esquerda: 194.28.12.0. Contém os computadores seguintes : 194.28.12.1 a 194.28.12.4
Repare na rede à direita: 178.12.0.0. Compreende os computadores seguintes : 178.12.77.1 a 178.12.77.6
No caso acima, as redes são notadas 194.28.12 e 178.12.77, seguidamente numera-se cada um dos computadores que a constituem. Imagine uma rede notada 58.0.0.0. Os computadores desta rede poderão ter os endereços IP que vão de 58.0.0.1 a 58.255.255.254. Trata-se de atribuir os números de modo a que haja uma organização na hierarquia dos computadores e dos servidores. Assim, quanto mais pequeno for o número de bits reservado à rede, mais esta pode conter computadores. Com efeito, uma rede notada 102.0.0.0 pode conter computadores cujo endereço IP pode variar entre 102.0.0.1 e 102.255.255.254 (256*256*256-2=16777214 possibilidades), enquanto uma rede notada 194.26 poderá conter apenas computadores cujo endereço IP esteja compreendido entre 194.26.0.1 e 194.26.255.254 (256*256-2=65534 possibilidades), é a noção de classe de endereço IP.
- Endereços específicos
Quando se anula a parte host-id, isto é, quando se substituem os bits reservados às máquinas da rede por zeros (por exemplo 194.28.12.0), obtém-se o que chamamos de endereço rede. Este endereço não pode ser atribuído a nenhum dos computadores da rede.
Quando a parte netid é anulada, quer dizer, quando os bits reservados à rede são substituídos por zeros, obtém-se o endereço máquina. Este endereço representa a máquina especificada pelo host-ID que se encontra na rede corrente.
Quando todas as bits da parte host-id são de 1, o endereço obtido chama-se endereço de divulgação (em inglês broadcast). Trata-se de um endereço específico, permitindo enviar uma mensagem a todas as máquinas situadas na rede especificada pelo netID.
Pelo contrário, quando todos os bits da parte netid são 1, o endereço obtido constitui o endereço de divulgação limitada (multicast).
Por último, o endereço 127.0.0.1 chama-se endereço de defeito (em inglês loopback), porque designa a máquina local (em inglês localhost).
Os endereços IP estão repartidos por classes, de acordo com o número de bytes que representam a rede.
Classe AQuando a parte netid é anulada, quer dizer, quando os bits reservados à rede são substituídos por zeros, obtém-se o endereço máquina. Este endereço representa a máquina especificada pelo host-ID que se encontra na rede corrente.
Quando todas as bits da parte host-id são de 1, o endereço obtido chama-se endereço de divulgação (em inglês broadcast). Trata-se de um endereço específico, permitindo enviar uma mensagem a todas as máquinas situadas na rede especificada pelo netID.
Pelo contrário, quando todos os bits da parte netid são 1, o endereço obtido constitui o endereço de divulgação limitada (multicast).
Por último, o endereço 127.0.0.1 chama-se endereço de defeito (em inglês loopback), porque designa a máquina local (em inglês localhost).
- As classes de redes
Os endereços IP estão repartidos por classes, de acordo com o número de bytes que representam a rede.
Num endereço IP de classe A, o primeiro byte representa a rede.
O bit de peso forte (o primeiro bit, o da esquerda) está a zero, o que significa que há 27 (00000000 à 01111111) possibilidades de redes, quer dizer 128 possibilidades. Contudo, a rede 0 (bits que valem 00000000) não existe e o número 127 é reservado para designar a sua máquina.
As redes disponíveis em classe A são por conseguinte as redes que vão de 1.0.0.0 a 126.0.0.0 (os últimos bytes são zeros que indicam que se trata de redes e não de computadores!)
Os três bytes à direita representam os computadores das redes, a rede pode por conseguinte conter um número de computador igual a:
224-2 = 16777214 computadores.
Um endereço IP de classe A, binário, parece-se com isto :
0 xxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx
O bit de peso forte (o primeiro bit, o da esquerda) está a zero, o que significa que há 27 (00000000 à 01111111) possibilidades de redes, quer dizer 128 possibilidades. Contudo, a rede 0 (bits que valem 00000000) não existe e o número 127 é reservado para designar a sua máquina.
As redes disponíveis em classe A são por conseguinte as redes que vão de 1.0.0.0 a 126.0.0.0 (os últimos bytes são zeros que indicam que se trata de redes e não de computadores!)
Os três bytes à direita representam os computadores das redes, a rede pode por conseguinte conter um número de computador igual a:
224-2 = 16777214 computadores.
Um endereço IP de classe A, binário, parece-se com isto :
0 xxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx
- Rede Computadores 1
- Classe B
Num endereço IP de classe B, os dois primeiros bytes representam a rede.
Os dois primeiros bits são 1 e 0, o que significa que há 214 (10 000000 00000000 do 111111 11111111) possibilidades de redes, quer dizer de 16384 redes possíveis. As redes disponíveis em classe B são por conseguinte as redes que vão de 128.0.0.0 a 191.255.0.0
Os dois bytes de direita representam os computadores da rede. A rede pode por conseguinte conter um número de computadores igual a:
Os dois primeiros bits são 1 e 0, o que significa que há 214 (10 000000 00000000 do 111111 11111111) possibilidades de redes, quer dizer de 16384 redes possíveis. As redes disponíveis em classe B são por conseguinte as redes que vão de 128.0.0.0 a 191.255.0.0
Os dois bytes de direita representam os computadores da rede. A rede pode por conseguinte conter um número de computadores igual a:
216-21 = 65534 computadores.
Um endereço IP de classe B, binário, assemelha-se a isto:
10 xxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx
- Rede Computadores 2
- Classe C
que há 221 possibilidades de redes, quer dizer 2097152. As redes disponíveis em classe C são por conseguinte as redes que vão de 192.0.0.0 a 223.255.255.0
O byte de direita representa os computadores da rede, a rede pode por conseguinte conter:
28-21 = 254 Computadores
Um endereço IP de classe C, binário, assemelha-se a isto :
110 xxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxx
- Rede Computadores 3
- Atribuição dos endereços IP
O objectivo da divisão dos endereços IP em três classes A, B e C, é facilitar a investigação de um computador na rede. Com efeito, com esta notação é possível procurar inicialmente a rede que se deseja atingir e seguidamente procurar um computador . Assim, a atribuição dos endereços IP faz-se de acordo com a dimensão da rede.
Classe Número de redes possíveis Números máximo de computadores em cada uma
- A 126 16777214
- B 16384 65534
- C 2097152 254
- Endereços IP reservados
Acontece frequentemente numa empresa ou uma organização que um só computador esteja ligdo à Internet, é por seu intermédio que os outros computadores da rede acedem à Internet (fala-se geralmente de proxy ou ponte estreita).
Neste caso, o único computador ligado à Internet tem necessidade de reservar um endereço IP junto do ICANN. Contudo, os outros computadores têm na mesma necessidade de um endereço IP para poderem comunicar entre eles internamente.
Assim, o ICANN reservou um punhado de endereços em cada classe para permitir afectar um endereço IP aos computadores de uma rede local ligada à Internet sem correr o risco de criar uma confusão de endereços IP na rede das redes. Trata-se dos endereços seguintes :
Endereços IP privados de classe A: 10.0.0.1 a 10.255.255.254, permitindo a criação de vastas redes privadas que compreendem milhares de computadores.
Endereços IP privados de classe B: 172.16.0.1 à 172.31.255.254, permitindo criar redes privadas de média dimensão.
Endereços IP privados de classe C: 192.168.0.1 à 192.168.0.254, para instalação de pequenas redes privadas.
Neste caso, o único computador ligado à Internet tem necessidade de reservar um endereço IP junto do ICANN. Contudo, os outros computadores têm na mesma necessidade de um endereço IP para poderem comunicar entre eles internamente.
Assim, o ICANN reservou um punhado de endereços em cada classe para permitir afectar um endereço IP aos computadores de uma rede local ligada à Internet sem correr o risco de criar uma confusão de endereços IP na rede das redes. Trata-se dos endereços seguintes :
Endereços IP privados de classe A: 10.0.0.1 a 10.255.255.254, permitindo a criação de vastas redes privadas que compreendem milhares de computadores.
Endereços IP privados de classe B: 172.16.0.1 à 172.31.255.254, permitindo criar redes privadas de média dimensão.
Endereços IP privados de classe C: 192.168.0.1 à 192.168.0.254, para instalação de pequenas redes privadas.
- Máscaras de subrede
Para compreender o que é uma máscara, talvez seja interessante consultar a secção “mecânico” que fala das máscaras em binário Resumindo, fabrica-se uma máscara contendo 1 nos lugares dos bits que desejamos conservar, e 0 para os que queremos anular. Uma vez criada esta máscara, basta fazer um ET lógico entre o valor que se deseja mascarar e a máscara, para deixar intacta a parte que deseja e anular o resto.
Assim, uma máscara rede (em inglês netmask) apresenta-se sob a forma de 4 bytes separados por pontos (como um endereço IP), compreende (na sua notação binária) dos zeros a nível das bits do endereço IP que quer-se anular (e do 1 a nível dos que deseja-se conservar).
Assim, uma máscara rede (em inglês netmask) apresenta-se sob a forma de 4 bytes separados por pontos (como um endereço IP), compreende (na sua notação binária) dos zeros a nível das bits do endereço IP que quer-se anular (e do 1 a nível dos que deseja-se conservar).
Interesse de uma máscara de subrede
O primeiro interesse de uma máscara de subrede é permitir identificar simplesmente a rede associada a um endereço IP.
Com efeito, a rede é determinada por diversos bytes do endereço IP (1 byte para os endereços de classe A, 2 para os endereços de classe B, e de 3 bytes para a classe C). Ora, uma rede é notada tomando o número de bytes que a carateriza, seguidamente completando com zeros. A rede associada ao endereço 34.56.123.12 é por exemplo 34.0.0.0, porque se trata de um endereço IP de classe A.
Para conhecer o endereço da rede associada ao endereço IP 34.56.123.12, basta então aplicar uma máscara cujo primeiro byte comporta apenas 1 (quer dizer, 255 em notação decimal),seguidamente 0 sobre os bytes seguintes.
A máscara é: 11111111.00000000.00000000.00000000 A máscara associada ao endereço IP 34.208.123.12 é por conseguinte 255.0.0.0. O valor binário de 34.208.123.12 é: 00100010.11010000.01111011.00001100 Um ET lógico entre o endereço IP e a máscara dá assim o resultado seguinte :
00100010.11010000.01111011.00001100 E 11111111.00000000.00000000.00000000 = 00100010.00000000.00000000.00000000 Isto é, 34.0.0.0. Trata-se da rede associada ao endereço 34.208.123.12 Generalizando, é possível obter as máscaras que correspondem a cada classe de endereço:
Para um endereço de Classe A, só o primeiro byte deve ser conservado. A máscara possui a forma seguinte 11111111.00000000.00000000.00000000, quer dizer 255.0.0.0 em notaçãodecimal;
Para um endereço de Classe B, os dois primeiros bytes devem ser conservados, o que dá a máscara seguinte 11111111.11111111.00000000.00000000, correspondente a 255.255.0.0 em notação decimal;
Para um endereço de Classe C, com o mesmo raciocínio, a máscara possuirá a forma seguinte 11111111.11111111.11111111.00000000, quer dizer 255.255.255.0 em notação decimal
Para um endereço de Classe C, com o mesmo raciocínio, a máscara possuirá a forma seguinte 11111111.11111111.11111111.00000000, quer dizer 255.255.255.0 em notação decimal
- Criação de subredes
Retomemos o exemplo da rede 34.0.0.0, e suponhamos que desejamos que os dois primeiros bits do segundo byte permitam designar a rede.
11111111.11000000.00000000.00000000 quer dizer 255.192.0.0
Se se aplicar esta máscara, ao endereço 34.208.123.12 obtém-se : 34.192.0.0
Se se aplicar esta máscara, ao endereço 34.208.123.12 obtém-se : 34.192.0.0
Realmente há 4 casos possíveis para o resultado máscara de um endereço IP de um computador da rede 34.0.0.0;
- Ou os dois primeiros bits do segundo byte são 00, neste caso o resultado é 34.0.0.0
- Ou os dois primeiros bits do segundo byte são 01, neste caso o resultado é 34.64.0.0
- Ou os dois primeiros bits do segundo byte são 10, neste caso o resultado é 34.128.0.0
- Ou os dois primeiros bits do segundo byte são 11, neste caso o resultado é 34.192.0.0
Esta máscara divide por conseguinte uma rede de classe A (que pode admitir 16.777.214 computadores) em 4 subredes - daí o nome de máscara de subrede - que pode admitir 222 computadores, quer dizer 4.194.304 computadores.
Pode ser interessante observar que nos dois casos, o número total de computadores é o mesmo, quer dizer 16.777.214 computadores (4 x 4194304 - 2 = 16777214).
O número de subredes depende do número de bits atribuídos a mais à rede (aqui 2). O número de subredes é por conseguinte:
- O protocolo TCP
- As características do protocolo TCP
O TCP (que significa Transmission Control Protocol, em português: Protocolo de Controlo de Transmissão) é um dos principais protocolos da camada transporte do modelo TCP/IP. Permite, a nível das aplicações, gerir os dados em proveniência da (ou com destino à) camada inferior do modelo (quer dizer, o protocolo IP). Quando os dados são fornecidos ao protocolo IP, este encapsula-os em data gramas IP, fixando o campo protocolo em 6 (para saber que o protocolo ascendente é TCP…). O TCP é um protocolo orientado para a conexão, quer dizer que permite, a duas máquinas comunicantes, controlar o estado da transmissão.
As principais características do protocolo TCP são as seguintes:
- TCP permite entregar ordenadamente os datagramas provenientes do protocolo IP
- TCP permite verificar a onda de dados para evitar uma saturação da rede
- TCP permite formatar os dados em segmentos de comprimento variável a fim de os "entregar" ao protocolo IP
TCP permite multiplexar os dados, quer dizer, fazer circular simultaneamente informações que provêm de fontes (aplicações, por exemplo) distintas numa mesma linha TCP permite, por último, o começo e o fim de uma comunicação de maneira educada.
- O objectivo do TCP
Graças ao protocolo TCP, as aplicações podem comunicar de forma segura (graças ao sistema de avisos de recepção do protocolo TCP), independentemente das camadas inferiores. Isto significa que routers (que trabalham na camada Internet) têm como único papel o encaminhamento dos dados sob a forma de datagramas, sem se preocuparem com o controlo dos
dados, porque este é realizado pela camada transporte (mais concretamente pelo protocolo TCP).
Aquando de uma comunicação através do protocolo TCP, as duas máquinas devem estabelecer uma conexão. A máquina emissora (a que pede a conexão) chama-se cliente, enquanto a máquina receptora se chama servidor. Diz-se então que estamos num ambiente cliente-Servidor.
As máquinas em tal ambiente comunicam em modo ligado, quer dizer que a comunicação se faz nos dois sentidos.
Para permitir o bom desenrolar da comunicação e de todos os controlos que a acompanham, os dados são encapsulados, isto é, juntamos ao pacote de dados um cabeçalho que vai permitir sincronisar as transmissões e assegurar a sua recepção.
Uma outra particularidade do TCP é poder controlar o débito dos dados graças à sua capacidade para emitir mensagens de
dimensão variável: estas mensagens designam-se "segmentos".
As máquinas em tal ambiente comunicam em modo ligado, quer dizer que a comunicação se faz nos dois sentidos.
Para permitir o bom desenrolar da comunicação e de todos os controlos que a acompanham, os dados são encapsulados, isto é, juntamos ao pacote de dados um cabeçalho que vai permitir sincronisar as transmissões e assegurar a sua recepção.
Uma outra particularidade do TCP é poder controlar o débito dos dados graças à sua capacidade para emitir mensagens de
dimensão variável: estas mensagens designam-se "segmentos".
- A função multiplexagem
O TCP permite efetuar uma tarefa importante: multiplexagem/desmultiplexagem, quer dizer fazer transitar numa mesma linha dados que provêm de aplicações diversas ou, por outras palavras, pôr em série informações que chegam em paralelo.

O formato dos dados em TCP
Um segmento TCP é constituído do seguinte modo :

Significado dos diferentes campos:
Porta Fonte (16 bits): Porta relativa à aplicação corrente na máquina fonte
Porta Destino (16 bits): Porta relativa à aplicação corrente na máquina de destino
Número de ordem (32 bits): Quando a bandeira SYN é 0, o número de ordem é o da primeira palavra do segmento corrente.
Quando SYN é 1, o número de ordem é igual ao número de ordem inicial utilizado para sincronizar os números de sequência (ISN) Número de aviso de recepção (32 bits): O número de aviso de recepção, igualmente chamado número de pagamento, corresponde ao número (de ordem) do próximo segmento esperado, e não o número do último segmento recebido.
Desfasamento dos dados (4 bits) : permite localizar o início dos dados no pacote. O desfasamento é aqui essencial, porque o campo de opções é de dimensão variável Reservadas(6 bits): Campo inutilizado actualmente, mas previsto para o futuro As bandeiras(flags) (6x1 bit): representam informações suplementares:
Porta Destino (16 bits): Porta relativa à aplicação corrente na máquina de destino
Número de ordem (32 bits): Quando a bandeira SYN é 0, o número de ordem é o da primeira palavra do segmento corrente.
Quando SYN é 1, o número de ordem é igual ao número de ordem inicial utilizado para sincronizar os números de sequência (ISN) Número de aviso de recepção (32 bits): O número de aviso de recepção, igualmente chamado número de pagamento, corresponde ao número (de ordem) do próximo segmento esperado, e não o número do último segmento recebido.
Desfasamento dos dados (4 bits) : permite localizar o início dos dados no pacote. O desfasamento é aqui essencial, porque o campo de opções é de dimensão variável Reservadas(6 bits): Campo inutilizado actualmente, mas previsto para o futuro As bandeiras(flags) (6x1 bit): representam informações suplementares:
- URG: se esta bandeira for 1 o pacote deve ser tratado de maneira urgente.
- ACK: se esta bandeira for 1 o pacote é um aviso de recepção.
- PSH (PUSH): se esta bandeira for 1, o pacote funciona de acordo com o método PUSH.
- RST: se esta bandeira for 1, a conexão é reiniciada.
- SYN: A Bandeira TCP SYN indica um pedido de estabelecimento de conexão.
- FIN: se esta bandeira for 1, a conexão interrompe-se.
- Janela (16 bits): Campo permitindo conhecer o número de bytes que o receptor deseja receber sem aviso de recepção
- Soma de controlo : (Checksum ou CRC) : A soma de controlo é realizada fazendo a soma dos campos de dados do cabeçalho, para poder verificar a integridade do cabeçalho
- Ponteiro de emergência (16 bits): Indica o número de ordem a partir do qual a informação se torna urgente
- Opções (Dimensão variável):Opções diversas
- Preencher : Preenche-se o espaço que fica após as opções com zeros, para ter um comprimento múltiplo de 32 bits
- Fiabilidade das transferências.
O protocolo TCP permite assegurar a transferência dos dados de maneira fiável, embora utilize o protocolo IP, que não integra nenhum controlo de entrega de data grama.
Na realidade, o protocolo TCP possui um sistema de aviso de recepção que permite ao cliente e ao servidor terem a certeza da recepção correta e mútua dos dados.
Na realidade, o protocolo TCP possui um sistema de aviso de recepção que permite ao cliente e ao servidor terem a certeza da recepção correta e mútua dos dados.
Aquando da emissão de um segmento, um número de ordem (chamado também número de sequência) é associado. Aquando da recepção de um segmento de dado, a máquina receptora vai devolver um segmento de dado cuja bandeira ACK é 1 (para assinalar que se trata de um aviso de recepção), acompanhado de um número de aviso de recepção igual ao número de ordem precedente.
Além disso, graças a um cronómetro desencadeado a partir da recepção de um segmento a nível da máquina emissora, o segmento é reenviado assim que o tempo fixado esgotar, porque neste caso a máquina emissora considera que o segmento se perdeu…
Contudo, se o segmento não se perder e chegar mesmo assim ao destino, a máquina receptora saberá, graças ao número de ordem, que se trata de uma cópia e conservará apenas o último segmento a chegar ao destino…

Além disso, graças a um cronómetro desencadeado a partir da recepção de um segmento a nível da máquina emissora, o segmento é reenviado assim que o tempo fixado esgotar, porque neste caso a máquina emissora considera que o segmento se perdeu…

Contudo, se o segmento não se perder e chegar mesmo assim ao destino, a máquina receptora saberá, graças ao número de ordem, que se trata de uma cópia e conservará apenas o último segmento a chegar ao destino…
- Estabelecimento de uma ligação
Já que este processo de comunicação, que se faz graças a uma emissão de dados e a um aviso de recepção, se baseia num número de ordem (chamado geralmente número de sequência), é necessário que as máquinas emissoras e receptoras (cliente e servidor) conheçam o número de ordem inicial da outra máquina.
O estabelecimento da ligação entre duas aplicações faz-se frequentemente de acordo com o esquema seguinte:
- As portas TCP devem estar abertas
- A aplicação no servidor é passiva, quer dizer que a aplicação está à escuta, à espera de uma conexão
- A aplicação no cliente faz um pedido de conexão ao servidor cuja aplicação está em abertura passiva. Diz-se que a aplicação do cliente está “em abertura activa”
Este diálogo permite iniciar a comunicação e desenrola-se em três tempos, como a sua denominação o indica:
- Inicialmente a máquina emissora (o cliente) transmite um segmento cuja bandeira SYN é de 1 (para assinalar que trata-se de um segmento de sincronização), com um número de ordem NO., que chama-se número de ordem inicial do cliente Subsequentemente a máquina receptora (o servidor) recebe o segmento inicial que provem do cliente.
- Seguidamente envia-lhe um acusado de recepção, quer dizer um segmento cuja bandeira ACK é de 1 e a bandeira SYN é de 1 (porque trata-se lá ainda de uma sincronização). Este segmento contem o número de ordem desta máquina (do servidor) que é o número de ordem inicial do cliente. O campo mais importante deste segmento é o campo acusado de recepção que contem o número de ordem inicial do cliente, incrementado de 1
- Por último, o cliente transmite ao servidor um acusado de recepção, quer dizer um segmento cuja bandeira ACK é de 1, cuja bandeira SYN é à zero (não se age mais de um segmento de sincronização). O seu número de ordem é incrementado e o número de acusado de recepção representa o número de ordem inicial do servidor incrementado de 1

Sequência à esta sequência que comporta três trocas as duas máquinas synchronisées e a comunicação pode começar!
Existe uma técnica de pirataria, chamada spoofing IP, permitindo corromper esta relação de aprovação à fins maliciosos!
- Método da janela deslizando
Numerosos em casos, é possível limitar o número de acusados de recepção, a fim de descongestionar a rede, fixando um número de sequência à extremidade do qual acusado de recepção é um necessário. Este número com efeito é armazenado no campo janela da rubrica TCP/IP.
Chama-se certamente este método “método da janela que desliza” porque ele define-se em certa medida um garfo de sequências que não têm necessidade de acusado de recepção, e esta desloca-se a medida que os acusados de recepção forem recebidos.


De mais, a dimensão desta janela não é fixa. Com efeito, o servidor pode incluir nos seus acusados de recepção armazenando no campo fenestra a dimensão da janela que lhe parece adaptado. Assim, quando o acusado de recepção indica um pedido de aumento da janela, o cliente vai deslocar o bordo direito da janela.
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Em contrapartida, no caso de uma diminuição, o cliente não vai deslocar o bordo direito da janela para a esquerda mas esperar que o bordo esquerdo avança (com a chegada dos acusados de recepção).
O cliente pode pedir a pôr fim à uma conexão assim como o servidor.

- Fim de uma conexão
O cliente pode pedir a pôr fim à uma conexão assim como o servidor.
O fim da conexão faz-se como segue ::
Uma das máquinas envia um segmento com a bandeira FIN à 1, e a aplicação põe-se em estado de espera de fim, quer dizer que termina receber o segmento corrente e ignora os seguintes Após recepção deste segmento, a outra máquina envia um acusado de recepção com a bandeira FIN à 1 e continua expedir os segmentos correntes. Sequência àaquilo a máquina informa a aplicação que um segmento FIN foi recebido, seguidamente envia um segmento FIN à outra máquina, que encerra a conexão…
Uma das máquinas envia um segmento com a bandeira FIN à 1, e a aplicação põe-se em estado de espera de fim, quer dizer que termina receber o segmento corrente e ignora os seguintes Após recepção deste segmento, a outra máquina envia um acusado de recepção com a bandeira FIN à 1 e continua expedir os segmentos correntes. Sequência àaquilo a máquina informa a aplicação que um segmento FIN foi recebido, seguidamente envia um segmento FIN à outra máquina, que encerra a conexão…
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- O protocolo UDP
- As características do protocolo UDP
O protocolo UDP (User Datagram Protocol) é um protocolo não orientado para a conexão da camada transporte do modelo TCP/IP. Este protocolo é muito simples já que não fornece controlo de erros (não está orientado para a conexão…).
A rubrica do segmento UDP é por conseguinte muito simples :

- Significado dos diferentes campos
- Porta Fonte : trata-se do número de porta que corresponde à aplicação emissora do segmento UDP. Este campo representa um endereço de resposta para o destinatário. Assim, este campo é opcional, isto significa que se não se precisar a porta fonte, as 16 bits deste campo serão postas a zero, neste caso o destinatário não poderá responder (isto não é necessariamente necessário, nomeadamente para mensagens unidireccionais.
- Porta Destino : Este campo contém a porta que corresponde à aplicação da máquina destinatário à qual nos dirigimos.
- Comprimento : Este campo precisa o comprimento total do segmento, incluindo o cabeçalho, ora o cabeçalho tem um comprimento de 4 x 16 bits (são 8 x 8 bits), então o campo comprimento é necessariamente superior ou igual a 8 bytes.
- Soma de controlo : Trata-se de uma soma de controlo realizada de maneira a poder controlar a integridade do segmento.
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- Os protocolos de serviço de mensagens (SMTP, POP3 e IMAP4)
Introdução ao serviço de mensagens electrónicas
O correio electrónico é considerado o serviço mais utilizado na Internet. Assim, a sequência de protocolos TCP/IP oferece uma panóplia de protocolos que permitem gerir facilmente o encaminhamento do correio na rede.
- O protocolo SMTP
Trata-se de um protocolo que funciona em modo conectado, encapsulado numa trama TCP/IP. O correio é entregue directamente ao servidor de correio do destinatário. O protocolo SMTP funciona graças a comandos textuais enviados ao servidor SMTP (por defeito, para a porta 25). Cada um dos comandos enviados pelo cliente (validados pela cadeia de caracteres ASCII CR/LF, equivalente a um clique na tecla ENTER) é seguido de uma resposta do servidor SMTP composta de um número e de uma mensagem descritiva.
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- O protocolo Telnet
Introdução ao protocolo Telnet
O protocolo Telnet é um protocolo standard de Internet que permite io interface de terminais e de aplicações através da Internet. Este protocolo fornece as regras básicas para permitir ligar um cliente (sistema composto de uma afixação e um teclado) a um intérprete de comando (do lado do servidor).
O protocolo Telnet baseia-se numa conexão TCP para enviar dados em formato ASCII codificado em 8 bits entre os quais se intercalam sequências de controlo Telnet. Fornece assim um sistema orientado para a comunicação, bidireccional (half-duplex), codificado em 8 bits fácil de aplicar.
O protocolo Telnet assenta em três conceitos fundamentais:
- O paradigma do terminal rede virtual (NVT, Network Virtual Terminal);
- O princípio de opções negociadas;
- As regras de negociação.
Este protocolo é um protocolo básico, no qual se apoiam outros protocolos da sequência TCP/IP (FTP, SMTP, POP3,…). As especificações de Telnet não mencionam autenticação porque o Telnet está totalmente separado das aplicações que o utilizam (o protocolo FTP define uma sequência de autenticação acima do Telnet). Além disso, o protocolo Telnet é um protocolo de transferência de dados não seguro, o que quer dizer que os dados que veicula circulam às claras na rede (de maneira não codificada). Quando o protocolo Telnet é utilizado para ligar um hóspede distante à máquina na qual é aplicado como servidor, este protocolo é atribuído à porta 23.
Se exceptuarmos as opções e as regras de negociação associadas, as especificações do protocolo Telnet são básicas. A transmissão de dados através de Telnet consiste unicamente em transmitir os bytes no fluxo TCP (o protocolo Telnet precisa que os dados devem, por defeito - isto é, se nenhuma opção precisar o contrário- ser agrupados num tampão antes de serem enviados. Mais concretamente, isto significa que por defeito os dados são enviados linha por linha). Quando o byte 255 é transmitido, o byte seguinte deve ser interpretado como um comando. O byte 255 é assim nomeado IAC (Interpret As Command, traduza-se "interpretar como um comando). Os comandos são descritos posteriormente.
As especificações básicas do protocolo Telnet estão disponíveis no RFC 854, enquanto as numerosas opções são descritas nos RFC 855 a 861
As especificações básicas do protocolo Telnet estão disponíveis no RFC 854, enquanto as numerosas opções são descritas nos RFC 855 a 861
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